A capela de São Miguel Arcanjo (na Praça do Forró, em São Miguel Paulista) foi erguida em 1622 e tombada por volta de 1930 pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, com fundamental contribuição de Mário de Andrade.
Hoje, após 3 anos de restauro, a capela foi reaberta para exibir obras de Tarsila do Amaral, Alfredo Volpi e Vicente do Rego Monteiro, entre outros, do acervo dos Palácios do Governo do Estado.
A exposição, que vai até 20 de dezembro, abre de quinta a domingo, das 10h às 17h. O preço do ingresso é de R$ 2,00. Aos sábados e domingos, a entrada é gratuita.
Essa vale a pena conferir.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Exposição de trabalhos
Com muito prazer comunicamos a todos a realização de uma exposição de trabalhos (muito interessantes) de uma ex-aluna nossa.
Trata-se da Gicelle Archanjo Lima, que estará com seus trabalhos na Casa de Quem, na Rua Peixoto Gomide, 192, a partir do dia 28 de novembro próximo.
Os convites estão disponíveis em: http://separandoascoisas.blogspot.com/
Para informações sobre a Casa de Quem: http://casadequem.wordpress.com
Trata-se da Gicelle Archanjo Lima, que estará com seus trabalhos na Casa de Quem, na Rua Peixoto Gomide, 192, a partir do dia 28 de novembro próximo.
Os convites estão disponíveis em: http://separandoascoisas.blogspot.com/
Para informações sobre a Casa de Quem: http://casadequem.wordpress.com
Cuidado com a vírgula
Preste muita atenção a casos frequentes de emprego indevido da vírgula.
Este, por exemplo, muito comum, consiste em separar o sujeito do verbo por vírgula, o que não está de acordo com a norma culta da língua.
Em um folheto de divulgação dos vestibulares de uma faculdade, lê-se: "Quem questiona, evolui"
Observemos que o sujeito de "evolui" é "quem questiona", ou seja, "o questionador". Em um período simples equivalente, teríamos: "O questionador evolui." Nesse caso, fica mais fácil perceber que não se deve empregar a vírgula depois de "questionador", da mesma maneira que não se deve empregar a vírgula depois de "Quem questiona".
Embora muito frequente, este caso chama a atenção dos examinadores dos vestibulares. Vamos ficar atentos!
Este, por exemplo, muito comum, consiste em separar o sujeito do verbo por vírgula, o que não está de acordo com a norma culta da língua.
Em um folheto de divulgação dos vestibulares de uma faculdade, lê-se: "Quem questiona, evolui"
Observemos que o sujeito de "evolui" é "quem questiona", ou seja, "o questionador". Em um período simples equivalente, teríamos: "O questionador evolui." Nesse caso, fica mais fácil perceber que não se deve empregar a vírgula depois de "questionador", da mesma maneira que não se deve empregar a vírgula depois de "Quem questiona".
Embora muito frequente, este caso chama a atenção dos examinadores dos vestibulares. Vamos ficar atentos!
sábado, 14 de novembro de 2009
Você possui?
Alguém me perguntou sobre a forma correta da terceira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo "possuir": "ele possui" ou "ele possue"?
Como se trata de um verbo utilizado com muita frequência, a maioria sabe que a forma correta é "possui". No entanto, quando se trata de outros verbos em "uir", empregados menos frequentemente, pode haver mais dificuldade em confirmar o correto, como acontece com o verbo "contribuir": ele contribui" ou "ele contribue"?
Vamos guardar: verbos em "uir" fazem sempre a segunda e a terceira pessoas do singular do presente do indicativo com "i": "tu contribuis", "ele contribui".
Apenas os verbos em "uar" é que utilizarão o "e" nessas pessoas do presente do subjuntivo: "que tu atenues", que ele atenue", "que tu continues", "que ele continue".
Vale a pena tomar cuidado com tais formas, pois os erros, nesses casos, são considerados muito primários quando se trata de um texto em um vestibular.
Como se trata de um verbo utilizado com muita frequência, a maioria sabe que a forma correta é "possui". No entanto, quando se trata de outros verbos em "uir", empregados menos frequentemente, pode haver mais dificuldade em confirmar o correto, como acontece com o verbo "contribuir": ele contribui" ou "ele contribue"?
Vamos guardar: verbos em "uir" fazem sempre a segunda e a terceira pessoas do singular do presente do indicativo com "i": "tu contribuis", "ele contribui".
Apenas os verbos em "uar" é que utilizarão o "e" nessas pessoas do presente do subjuntivo: "que tu atenues", que ele atenue", "que tu continues", "que ele continue".
Vale a pena tomar cuidado com tais formas, pois os erros, nesses casos, são considerados muito primários quando se trata de um texto em um vestibular.
domingo, 11 de outubro de 2009
A fim de / Afim
Nesta semana, lendo alguns trabalhos, deparei-me com um deslize que pode chamar muito a atenção de um examinador.
A frase era: "... para convocar todos os participantes, afim de resolverem...". Como a ideia é de finalidade, ou seja, "com a finalidade de resolverem", "para resolverem", a grafia correta seria:
"a fim de resolverem".
Tomemos muito cuidado com erros como esse, considerado muito primário pelas bancas dos vestibulares.
O adjetivo "afim" ("uma única palavra") significa "que tem afinidade, analogia, semelhança ou relação com", "que possui parentesco por afinidade", de acordo com o dicionário Michaelis.
A frase era: "... para convocar todos os participantes, afim de resolverem...". Como a ideia é de finalidade, ou seja, "com a finalidade de resolverem", "para resolverem", a grafia correta seria:
"a fim de resolverem".
Tomemos muito cuidado com erros como esse, considerado muito primário pelas bancas dos vestibulares.
O adjetivo "afim" ("uma única palavra") significa "que tem afinidade, analogia, semelhança ou relação com", "que possui parentesco por afinidade", de acordo com o dicionário Michaelis.
domingo, 4 de outubro de 2009
Tinha pago ou tinha pagado?
Alguém me perguntou sobre o uso do particípio do verbo "pagar", nas construções em que esse verbo é empregado com o verbo "ter" como verbo auxiliar. O correto é "tinha pago" ou "tinha pagado"?
O verbo "pagar" tem duas formas de particípio: pagado (particípio regular) e pago (particípio irregular).
A gramática recomenda que se use o particípio regular com os verbos "ter" e "haver". O particípio irregular deve ser usado com os verbos "ser" e "estar".
Observemos as construções de acordo com a norma culta da língua:
A firma havia pagado as indenizações.
Nossas contas foram pagas no prazo combinado.
Foi bom saber que a despesa já estava paga.
Ele tem pagado um alto preço pelos erros que cometeu.
Esse critério se aplica a todos os outros verbos que tenham duas formas de particípio.
No entanto, muito cuidado com "invenções": não existe a forma participial "chego", portanto, nunca diga: "Eu já tinha chego quando ela telefonou."
O verbo "pagar" tem duas formas de particípio: pagado (particípio regular) e pago (particípio irregular).
A gramática recomenda que se use o particípio regular com os verbos "ter" e "haver". O particípio irregular deve ser usado com os verbos "ser" e "estar".
Observemos as construções de acordo com a norma culta da língua:
A firma havia pagado as indenizações.
Nossas contas foram pagas no prazo combinado.
Foi bom saber que a despesa já estava paga.
Ele tem pagado um alto preço pelos erros que cometeu.
Esse critério se aplica a todos os outros verbos que tenham duas formas de particípio.
No entanto, muito cuidado com "invenções": não existe a forma participial "chego", portanto, nunca diga: "Eu já tinha chego quando ela telefonou."
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Ambiguidade intencional?
O jornal Diário de São Paulo, em sua edição de 23 de setembro, quarta-feira, traz a seguinte manchete, na primeira página: Kassab recua e põe mais dinheiro no lixo. A matéria refere-se à intenção do prefeito de cortar 20% da verba destinada à varrição das ruas. Lendo a manchete, vemos que há uma ambiguidade, pois cabe também a interpretação de que Gilberto Kassab desperdiça dinheiro, joga-o no lixo. Claro que essa não é a intenção do editor. Também não vamos pensar ingenuamente que ele não viu a ambiguidade. Tudo indica que percebeu o duplo sentido e, mais que isso, utilizou-o para deixar subentendida a sua intenção quanto a insinuar que o prefeito faz mau uso do dinheiro, ou, ainda, optou por manter a construção ambígua para apresentar um texto que chamasse mais a atenção do leitor. Qualquer que tenha sido a intenção, o duplo sentido foi muito bem explorado. Longe, porém, de supormos que o deslize foi mesmo apenas um descuido. Os jornalistas, quase sempre, são muito competentes no trabalho com a palavra. Afinal de contas, é disso que eles vivem.
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